Introdução ao estudo da História

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"É mais difícil honrar a memória dos anônimos do que dos renomados. A construção Histórica se dedica à memória dos anônimos."

Todas as pessoas relacionam-se com o passado, não apenas através da sua memória indivual, mas também do convívio com pessoas de mais idade e do contato com registros materiais (imagens e escritos) de um período anterior à sua existência. Os membros de um grupo social , bem como seus valores e instituições , tem como parte integrante o passado. Portanto, fazer parte de uma sociedade significa situar-se em relação a este passado, cujo sentido a História busca analisar identificando suas mudanças e sua continuidade, seus momentos de ruptura e permanência.

Para facilitar a análise, o historiador realiza recortes no tempo.Adota , para tanto, as desmarcações de tempo, em anos e séculos, usualmente estabelecidas pelo calendário Cristão, que parte do nascimento de Jesus Cristo(ano 1) e segue em ordem crescente até os dias de hoje. Os anos anteriores ao nascimento de Cristo seguem contagem decrescente e são acrescidos da abreviatura a.C.(antes de Cristo).

Passados 100 anos, tem-se um século. Assim, tempos por exemplo:

Século I – Dos anos 1 a 100
Século II – Dos anos 101 a 200
Século XXI – Dos anos 2001 a 2100*

Dispondo da codificação do tempo dada pelo calendário, cabe ao historiador finalmente examinar a produção econômica, social, política, cultural – e, sobretudo, as relações que se estabelecem entre elas – próprias do contexto e sociedade a que se atém.

A fim de organizar tantos conhecimentos produzidos sobre os milhares de anos de presença humana na Terra, o historiador estabelece períodos. Fatos ou episódios significativos funcionam como marcos que delimitam esses períodos.

  • PRÉ-HISTÓRIA: o período anterior ao desenvolvimento da escrita, ou seja, o que compreende do surgimento do Homem até aproximadamente o ano 4000 a.C.
  • HISTÓRIA: Propriamente dita, costuma-se dividi-la em quatro períodos – Idades Antiga, Média, Moderna e Contemporânea – conforme o quadro abaixo:

    1. Idade Antiga: de aproximadamente 4000 a.C.(surgimento da escrita) até a queda de Roma, em 476 da era cristã (século V);
    2. Idade Média:
      de 476 até a queda de Constantinopla, em 1453(Século XV);
    3. Idade Moderna:
      de 1453 até o início da Revolução Francesa (século XVIII);
    4. Idade contemporânea:
      de 1789 até os dias de hoje.

Devemos ressaltar que essa divisão expressa uma visão eurocêntrica da História; notemos que convencionou-se utilizar o calendário europeu, o cristão, na delimitação do tempo, e que episódios vinculados essencialmente à Hstória européia são considerados marcos da passagem de um período para o outro. Cabe, portanto, a pergunta: é correto subordinar a História do mundo à História européia? Terá a queda de Roma sido importante para a civilização Hindu? Terá a queda de Constantinopla tido impacto na civilização Chinesa?

Apesar de reconhecermos a importância de civilizações como a Chinesa e a Hindu, não podemos desprezar que a civilização Européia projetou valores e exerceu domínio econômico em escala planetária como nenhuma outra civilização jamais o fizera. O própro Brasil pode ser inserido no contexto da chamada " Civilização Ocidental", já que passou a constar nos mapas e a integrar a economia mundial no contexto dos movimentos expansionistas comerciais e demográficos europeus, que acabaram por subordinar outras culturas, autóctones ou não, como a indígena e a africana. Logo, lançado um olhar sobre a História Geral do nosso ponto de vista brasileiro, concluímos que nos convém aceita tanto a periodização tradicional quanto o calendário Cristão.

Em cada um dos grandes períodos predomina um modo de produção – noção que compreende mecanismos de organização do trabalho e da política e também a produção cultural no contexto em questão. São eles:

  • Idade Antiga:
    – Antiguidade Oriental: (Egito e Mesopotâmia) – modo de produção Asiático ou servidão Coletiva.
    – Antiguidade Clássica: (Grécia e Roma) – Escravismo;
  • Idade Média: Feudalismo;
  • Idade Moderna: Capitalismo Comercial;
  • Idade Contemporânea: Capitalismo Industrial, seguido do Capitalismo Financeiro ou Monopolista.

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